Literatura Americana: Robert Frost

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Uma pessoa muito especial me contou que, ao ler seus poemas, é como se seu avô tivesse contando histórias. Com um tom infantil (no melhor sentido da palavra), inocente que relata as histórias do cotidiano. Para quem fala e lê em inglês e gosta de poesia, eu recomendo! Tem muito material dele na internet. (alguns links abaixo).

The Road Not Taken

(a mais famosa e a minha preferida)

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
.
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
.
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
 .
 Deixo aqui o link com toda a obra dele, e o mais legal é que a maioria dos seus poemas vêm com o áudio e você pode escutar a pronúncia certa. (recomendo)

The Freedom of the Moon

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I’ve tried the new moon tilted in the air
Above a hazy tree-and-farmhouse cluster
As you might try a jewel in your hair.
I’ve tried it fine with little breadth of luster,
Alone, or in one ornament combining
With one first-water start almost shining.

I put it shining anywhere I please.
By walking slowly on some evening later,
I’ve pulled it from a crate of crooked trees,
And brought it over glossy water, greater,
And dropped it in, and seen the image wallow,
The color run, all sorts of wonder follow.

 Fire and Ice

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 Some say the world will end in fire,
Some say in ice.
From what I’ve tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But if it had to perish twice,
I think I know enough of hate
To say that for destruction ice
Is also great
And would suffice.

 

Você sabe quem foi Robert Frost?

O Poeta e escritor nasceu na cidade de São Francisco, na Califórnia, no dia 26 de março de 1874. Futuramente ele se converte em um dos mais significativos poetas norte-americanos do século XX, com o talento reconhecido ao conquistar quatro vezes o Prêmio Pulitzer.

Seus pais representavam dois lados opostos para o menino. Enquanto o pai era um alcoólatra incorrigível, com personalidade extravagante e gênio colérico, a mãe era devota e ilustrada, sendo a responsável pela introdução do garoto no universo literário. Depois do falecimento paterno, em 1885, Robert passa a residir na Nova Inglaterra com seus familiares.

O poeta adota esta região como sua cidade natal, a qual será sempre aclamada em seus poemas. O ano de 1890 marca o início de sua trajetória literária, quando então ele lança seu primeiro poema. Neste mesmo período ele começa a lecionar e, para complementar sua renda, trabalha por algum tempo em fazendas e moinhos.

O estilo existencial de Robert molda profundamente sua escrita. Seguindo a vertente da própria vida, ele alia em sua obra a cultura popular e a veia modernista, o regional e o universal. Em 1895, Frost contrai matrimônio com Elinor White; desta união seis filhos são gerados. Preocupado com o sustento de sua família, o poeta devota uma maior parte de seu tempo ao trabalho rural. Em 1901 ele alcança o status de próspero fazendeiro.

A partir de então ele passa a escrever apenas à noite, recluso no recinto de sua cozinha. Ao mesmo tempo, de 1906 em diante, Robert se dedica a dar aulas integralmente na Pinkerton Academy, não mais se distanciando do campo da literatura. Outra atividade que não mais abandonaria seria a realização de palestras e conferências.

Ao longo de sua vida, Robert Frost transitou por várias regiões, residindo por um bom tempo em Michigan e na Flórida. De 1912 a 1915 ele se estabeleceu na Inglaterra, lançando aí suas duas primeiras publicações poéticas, A Boy’s Will, de 1913, e North of Boston, de 1914.

Sua obra teve uma boa recepção nos meios críticos da Europa. Frost teve então a oportunidade de conhecer outros escritores célebres, tais como Ezra Pound, Ford Madox Ford e W. B. Yeats. Seu retorno aos Estados Unidos ocorre em 1915, quando ele aproveita para lançar em sua terra os dois primeiros livros. Sua trajetória artística se consolida cada vez mais.

Em 1938 o poeta sofre com a perda da mulher, e em 1940 sobrevém um novo e terrível golpe, o suicídio de sua filha Carol. Estes trágicos eventos abalam profundamente sua psique. Um ano depois ele vai para Cambridge, e nesta cidade permanece pelo resto de sua existência. Nesta época ele convive com sua secretária Kathleen Morrison, que rejeita uma proposta de casamento de Robert.

Frost viajou a trabalho para o Brasil, proferindo palestras no Rio de Janeiro e em São Paulo, no ano de 1954. No final dos anos 50 ele volta a excursionar pela Europa, travando contato com nomes como W. H. Auden, E. M. Forster, Graham Greene, entre outros. O poeta morre, já consagrado, na cidade de Boston, em 29 de janeiro de 1963. (Ana Lucia Santana)

*Fontes: poetrysoup.com, poetryfoundation.org

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