Demorei para escrever sobre ele. Desculpa! Foi por causa desse vídeo que me levou a escrever esse post. Incrível ver as sombras de suas obras ganharem vida!
Confesso já de cara que é um dos meus pintores preferidos. Ok, ele virou “pop” e vejo a razão por trás de tanto sucesso. Ele foi um artista incompreendido e ignorado na maior parte de sua existência mas, ainda bem que sua obra se tornou parte de nossas vidas.
Para mim especialmente, além de refletir as características humanas, graça e drama, talento e loucura, doença e vivacidade, antônimos de um verdadeiro gênio de pinceladas fortes, agressivas, coloridas e cheias de movimento.
(Chorei)
Não poderia deixar de contar a sua biografia (vale a pena perder um tempinho):

Começou a trabalhar ainda muito jovem, por volta dos 15 anos. Porém, o interesse pelos assuntos religiosos acabou desviando sua atenção e resolveu estudar Teologia (isso me surpreendeu!), na cidade de Amsterdã. Mesmo sem terminar o curso, passou a atuar como pastor na Bélgica, por apenas seis meses. Posso dizer que ficou impressionado com a qualidade de vida dos trabalhadores de minas, desenhando-os no papel a lápis.
Retornou a Haia, em 1880, e passou a se dedicar à pintura. Começou a elaborar uma série de obras, utilizando técnicas de jogos de luzes. Neste período, suas telas retratavam a vida cotidiana dos camponeses e os trabalhadores na zona rural da Holanda.
Em 1886, foi morar em Paris, com seu irmão. Conheceu importantes pintores da época como, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas (ai como queria estar junto!!!). Foi bastante influenciado por estes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas.
Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles sendo ma região rica em paisagens rurais, pintou várias obras com girassóis. Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada.
Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França (chama eu também!). Este foi o único (corajoso) que aceitou sua ideia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão. Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi neste período que chegou a cortar sua orelha.
Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas.
No mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Este doutor foi retratado num de seus trabalhos: Retrato do Doutor Gachet. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de julho de 1890, atirou em seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois. 😦 Mas, deixou um legado incrível!




Curiosidades:
- Van Gogh queria que suas telas tivessem o mesmo efeito direto e fortes gravuras coloridas japonesas que tanto admirava.
- Ele absorveu lições do impressionismo e do pontilhismo de Seurat.
Georges Seurat – A Ponte de Courbevoie (1886)
- Van Gogh usou cada pincelada não apenas para dispersar a cor, mas também para externar sua própria excitação.
“A arte é o homem adicionado à natureza.” V. Van Gogh
Obrigado aos meus professores de História por me apresentar esse livro:
História da Arte – E.H. Gombrich (meu livro de cabeceira)
Se você quer sair do superficial e se aprofundar em história da arte, eu recomento!
Esse vídeo é sensacional!
E, por último um dos meus filmes preferidos:
Dreams – Akira Kurosawa (1990)
*Fontes: Museu Van Gogh, Wikipedia, contioutra e Gombrich.

Adorei o artigo, excelente!
O episódio do Doctor é um dos meus prediletos de todos os tempos.
Recentemente li o quadrinho Vincent – a história de Vincent Van Gogh, de Barbara Stock. Recomendo bastante.
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Obrigado, Rodrigo! Infelizmente muitas pessoas o estereotipam apenas por sua doença e esquecem que o talento dele era muito além de sua época. Ele é taxado como impressionista mas acredito que não se encaixa em nenhum padrão. Vou procurar sobre esse quadrinho da Barbara!
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